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19 de mai.
2 min de leitura

Os pilares são elementos estruturais essenciais, responsáveis por transferir cargas verticais e laterais de lajes e vigas para a fundação, garantindo a estabilidade global da edificação. Em regiões sísmicas, desempenham papel crítico ao resistir às ações horizontais e dissipar energia sísmica por meio de comportamento inelástico e dúctil, contribuindo para a proteção da integridade estrutural do edifício durante terremotos.


Em determinados sistemas estruturais, como edificações com paredes de cisalhamento, pórticos contraventados ou sistemas híbridos, os pilares não atuam isoladamente na resistência lateral. Nesses casos, a capacidade de resistir às ações sísmicas é compartilhada com outros elementos estruturais, responsáveis por absorver e redistribuir os esforços horizontais. Ainda assim, os pilares permanecem fundamentais, contribuindo para a rigidez global, auxiliando no controle dos deslocamentos laterais e garantindo a adequada transferência das cargas verticais, atuando em conjunto com vigas, lajes e contraventamentos.


No pavimento térreo das edificações, o cuidado com o projeto e o detalhamento dos pilares é ainda mais relevante. A presença de fachadas abertas, como em lojas, pilotis ou garagens, pode resultar em pavimentos com baixa rigidez lateral (“soft story”), caracterizados por maiores deslocamentos horizontais. Nesses casos, os pilares do térreo tornam-se elementos críticos e, quando mal dimensionados ou detalhados, estão frequentemente associados a colapsos parciais ou totais, conforme observado em diversos terremotos históricos em regiões sísmicas.


Normas de projeto estrutural, como o ACI 318, quando aplicado em conjunto com critérios sísmicos, e o Eurocode 8, estabelecem requisitos rigorosos para pilares em zonas sísmicas, incluindo maior confinamento do concreto, estribos mais frequentes, detalhamento adequado das armaduras transversais e continuidade das armaduras longitudinais, com o objetivo de garantir comportamento dúctil e prevenir mecanismos frágeis de ruptura.


Casos históricos demonstram que falhas em pilares do pavimento térreo constituem uma das causas recorrentes de danos estruturais severos. Mesmo em edifícios dotados de sistemas híbridos ou com paredes de cisalhamento, nos quais os pilares participam parcialmente da resistência lateral, esses elementos devem ser projetados para resistir às ações combinadas de gravidade e sismo, evitando fissuração excessiva, instabilidade das armaduras longitudinais e colapso súbito.


Em síntese, pilares adequadamente projetados e detalhados, especialmente no pavimento térreo e em sistemas estruturais mistos, constituem a espinha dorsal da segurança sísmica das edificações, assegurando resistência, ductilidade e continuidade estrutural durante a ocorrência de terremotos.

 
 
 

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