Seismic Hazard in Airports

Aeroportos são infraestruturas críticas em regiões sísmicas, pois abrigam milhares de pessoas e seu funcionamento após um terremoto é essencial para resposta a desastres, resgate e logística humanitária. Muitos países incorporam critérios sísmicos específicos em suas normas para infraestrutura crítica, classificando terminais, torres de controle e sistemas de navegação como elementos de importância elevada, que devem resistir a tremores sem colapso.
A Organização da Aviação Civil Internacional (ICAO) reconhece que terremotos podem interromper operações aeroportuárias por períodos prolongados, afetando transporte e resposta emergencial.
Exemplos históricos ilustram os impactos sísmicos em aeroportos:
Sulawesi, Indonésia (2018): o Aeroporto Mutiara SIS Al Jufrie apresentou rachaduras significativas nas pistas e danos parciais na torre de controle, comprometendo temporariamente operações e dificultando a chegada de ajuda emergencial.
Japão: aeroportos como Niigata (1964) e Okushiri (1993) sofreram danos estruturais e operacionais que exigiram reforço e revisão de normas sísmicas.
Projetos modernos, como o Aeroporto Sabiha Gökçen (Istambul), utilizam isoladores sísmicos para reduzir cargas laterais em até 80 %, demonstrando a importância de engenharia avançada em regiões de alta sismicidade. Mesmo em locais com normas rigorosas, danos em torres de controle e sistemas essenciais podem tornar aeroportos temporariamente não funcionais após grandes terremotos, evidenciando a necessidade de planejamento e prevenção.




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