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Tsunamis

Apesar dos sistemas de monitoramento global, os alertas nem sempre chegam a tempo, especialmente quando o epicentro é próximo da costa e também porque os indicadores de alerta são enviados apenas quando a onda atinge uma determinada proximidade com a costa, o que torna difícil de conseguir fugir a tempo. Por isso, a primeira proteção é reconhecer os sinais naturais: um terremoto forte, o recuo repentino da água do mar ou ruídos incomuns vindos do oceano.


Ao perceber qualquer um desses indícios, a orientação é evacuar imediatamente para áreas altas, sem esperar sirenes ou confirmações. A elevação do terreno é a defesa mais eficaz, e a recomendação da UNESCO e do Caribbean Tsunami Information Centre,  é buscar cotas superiores a 30 metros, e 3 km para longe da costa, quando possível. É essencial também lembrar que a primeira onda raramente é a mais forte, muitas das tragédias registradas aconteceram quando as pessoas retornaram à costa antes do fim do evento.


Tsunamis são raros, mas extremamente letais, e saber agir nos primeiros minutos é o que mais aumenta as chances de sobrevivência. A maioria desses eventos está associada a grandes terremotos submarinos, o que explica por que países como Japão, Indonésia, Chile, Filipinas e Costa Oeste dos EUA concentram o maior número de ocorrências. Entre 1900 e 2009, registros internacionais indicam cerca de 94 tsunamis significativos, afetando aproximadamente 2,5 milhões de pessoas e destruindo cidades inteiras, como visto no Pacífico em 2011 e no Oceano Índico em 2004.

 
 
 

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